Capítulo Novo !!!

O Capítulo 17 – Big Virgínia in Slumberland é uma homenagem-cosplayer que eu queria fazer há muito tempo ao quadrinnho Little Nemo in Slumberland  (1905-1913, 1924-1927) de Winsor Mckay. O que mais me atrai nessa história, além da temática onírica, é o visual extremamente elaborado e fantástico, cheio de criaturas surpreendentes:

Outra coisa que incluí nesse capítulo e que estava matutando há tempos era uma forma de leitura aleatória dos quadros. Tinha lido um artigo de uma pesquisadora na área de arte e tecnologia e em determinado momento ela falava sobre criação de poesia randômica ao estilo OuLiPo. Imediatamente pensei nisso aplicado aos quadrinhos, mas de uma forma em que a história ainda fizesse sentido. Então aproveitei essa temática caótica dos sonhos, pesquisei alguns códigos e montei a história de forma que a cada atualização as cenas mudem. Então, por exemplo, para o quadrinho 1 há três opções de imagens, que aparecem à medida que o leitor atualiza a página:

Espero que gostem, eu particularmente me senti muito orgulhosa de ter conseguido fazer.

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Cosplayer #5 – Virginie Poulain

O Fabuloso destino de Amélie Poulain foi pra mim um daqueles filmes surpreendentes. Não esperava muita coisa quando o comprei mas me maravilhei à cada cena (e que cenas lindas!). Meu encantamento maior talvez tenha sido por conta da história da personagem, com a qual me identifiquei prontamente. Vale a pena:

Cosplayer #4 – Mulher-gato e desabafo

Parte I – o rabisco perdido
Achei esse rabisco perdido e resolvi aproveitar. Quando fiz quis agradecer o presente que minha amiga Helu me mandou, no aniversário do Diário. A idéia é ser um mashup entre a Mulher-gato (que ela adora) e os presentes que ela mandou para Virgínia.

Parte II – choramingos de uma moçoila perdida
Eu comecei este ano bem insegura quanto ao futuro do Diário. Cogitei até de dedicar um bom tempo à criação de uma graphic novel do Diário, tirando-o de vez da internet (o Capítulo 13 quase foi uma despedida, mas mudei de idéia). Mas aí decidi dar uma chance novamente para a internet e aposentar essa idéia, porque ainda não tinha descoberto o que me incomodava tanto nesse formato que eu adorava.

Então minha vida deu uma virada. Me separei dos meus irmãos e fui morar sozinha, comecei a fazer uma disciplina do Mestrado da faculdade onde trabalho. E aí é que vieram mais dúvidas. Mais incertezas. E umas poucas respostas.

A resposta mais importante: eu não sou mais a Virgínia. Ela ficou perdida em alguma curva do caminho lá atrás. A história dela não acompanha mais a minha. E eu não quero mais remoer pequenas coisas, eu quero seguir em frente mas ela ainda me segura, acena para mim, coitadinha. E infelizmente, pelo menos na minha percepção, o formato digital não comporta longas histórias, capítulos longos onde eu possa acelerar esse caminho da Virgínia. Claro, eu poderia enfiar a HQ em PDF, mas sinto que estaria sub-aproveitando o formato da web. Não conseguiria publicar sem tentar uma ou outra coisinha diferente. E é aí que a idéia da graphic novel volta pra mim, porque nesse formato eu conseguiria contar toda a história dela.

E aí voltam as incertezas, especialmente sobre minha capacidade. E principalmente me pergunto se a minha história, com temática tão semelhante aos Solanins, Kokos e Retalhos por aí pode realmente competir nesse mercado.

Ainda não consegui me decidir, vou me arriscando aqui e ali e deixando as dúvidas assentarem para que eu consiga perceber as respostas.

P.S.: Toda essa choradeira foi para justificar os lapsos no site e a demora entre um capítulo e outro. Obrigada a todos.